quarta-feira, 29 de julho de 2015

Melhor Batman Do Cinema:Tim Burton vs Christopher Nolan




        Uma das atividades favoritas na comunidade nerd é discutir. Qual ator interpretou melhor tal personagem? Qual filme ou série é melhor? Qual é mais fiel aos quadrinhos ou livro? E por aí vai! Uma das discussões mais comuns é sobre quais foram os filmes que melhor representaram os super-heróis de quadrinhos nas telas de cinema. E como personagem com maior número de longas metragem, o nosso querido Batman não poderia ficar de fora dessas discussões. Alguns fãs defendem os filmes de 1989 e 1992, Batman e Batman o Retorno, dirigidos pelo aclamado diretor Tim Burton. Outros defendem os filmes Batman Begins, Batman O Cavaleiro das Trevas e Batman o Cavaleiro das Trevas Ressurge, lançados respectivamente em 2005, 2008 e 2012, dirigidos pelo também aclamado Christopher Nolan. Os fãs de cada versão apontam os defeitos da outra como se os filmes que eles preferissem fossem perfeitos. Bom, como leitor assíduo dos quadrinhos do Homem-Morcego há oito anos e já tendo assistido todos os filmes mencionados umas 85 vezes por ano, me senti no direito de expressar minha humilde opinião e tentar mostrar como essas discussões são patéticas, porque nenhum desses filmes do Batman são perfeitos, mas ambos são grandes filmes. Analisarei abaixo cada detalhe das duas versões do Batman e compararei uma com a outra.



      Os filmes de Tim Burton possuem o melhor Batman até então, com um traje mais assustador, um herói com todos os apetrechos que o personagem têm nos quadrinhos, um traje que apesar de impedir o movimento do pescoço como muitos gostam de reclamar, permite que o herói lute com mais facilidade, pule, se esquive, chute e corra. Além disso, Michael Keaton, usando apenas a boca, os olhos e a voz, soube interpretar melhor do que ninguém um herói assustador, frio, macabro e inteligente, sem contar seus sorrisos macabros e seu olhar de psicopata, sendo o Batman mais próximo dos quadrinhos até então.

O Batman idealizado pelo Nolan funciona perfeitamente dentro do universo do mesmo, que têm a proposta de ser mais próximo da realidade. Logo, o Batman é quase invencível em combate, porém têm menos equipamentos e não possui muitos conhecimentos científicos ou tecnológicos. Por isso, para fazer perícias criminais, criar e aperfeiçoar os equipamentos, veículos e trajes, Batman, na trilogia de Nolan, conta com a ajuda do velho amigo de seu pai, Lucius Fox, brilhantemente vivido por Morgan Freeman na trilogia, mas que nos quadrinhos não passa de um homem que administra as empresas Wayne e nem mesmo conhece sua identidade secreta. Não que Bale tenha deixado a desejar como Batman, mas interpretou um herói um pouco diferente, conforme Nolan queria, mais humano e um pouco mais falho, por mais que a sua essência tenha sido respeitada. 



      Já o Bruce Wayne interpretado por Christian Bale foi muito melhor do que Michael Keaton. Desde jovem e inexperiente, buscando vingança pela morte dos pais, durante e após o treinamento, determinado a fazer justiça e salvar a cidade, fazendo de tudo para não demostrar seu trauma adquirido pela morte dos pais, e perante o público, quando finge ser um playboy arrogante e bêbado para esconder sua verdadeira identidade. 



O Bruce Wayne vivido por Michael Keaton não consegue esconder seus traumas, o lado negro, insano, psicótico e desajustado que Bruce Wayne têm predomina, ao contrário do Bruce dos quadrinhos e o interpretado por Bale, que consegue controlar seu lado negro e sua própria loucura. Além disso, o Bruce Wayne interpretado por Keaton não se finge de playboy, pelo contrário, a maioria dos cidadãos de Gotham nem sabem da existência dele! O Bruce também não têm um pingo de cuidado para esconder sua identidade secreta, ao contrário dos quadrinhos onde Bruce prefere morrer do que revelar que sabe lutar em público. Nos dois filmes em que Keaton viveu o personagem, Bruce não pensou duas vezes antes de revelar sua identidade secreta para as suas namoradas. No primeiro filme de Nolan ele faz isso no final, mas para uma pessoa que ele conhece desde a infância. Somando isso tudo ao fato de Keaton não ser nem um pouco parecido fisicamente com o personagem, temos um Bruce Wayne muito mal caracterizado em relação ao dos quadrinhos. Devemos agradecer pelo traje de Batman ter ficado tão foda a ponto de esconder o físico franzino de Bruce. As únicas cenas em que Keaton realmente atua bem como Bruce é quando está sozinho, refletindo, triste, sem falar nada, ou então nas cenas em que está a sós com seu mordomo Alfred, porque quando têm que fingir ser uma pessoa normal ou então agir como um homem disciplinado e são... 


      A trilogia de Christopher Nolan nos mostra mais cenas de investigação e interrogatórios com o Batman, mas em compensação os filmes de Tim Burton nos entrega mais cenas de ação com o personagem. Logo, não dá pra dizer quem foi melhor. Christian Bale interpretou o Bruce Wayne dos quadrinhos e Michael Keaton interpretou o Batman dos quadrinhos. E para aqueles que estranham o fato de no filme do Tim Burton o Batman não se preocupar se os criminosos vivem ou morrem e no final dizer com todas as letras para o Coringa: "Eu vou matar você!", minutos depois cumprindo a promessa eu tenho algo a dizer: Sim, o Batman que conhecemos possui um código de honra de não matar ninguém. Mas lembrem-se que quando surgiu, na chamada Era de Ouro dos quadrinhos, que durou do final dos anos 30 até 50, o Batman era exatamente assim e inclusive usava armas de fogo em algumas ocasiões. 
Tim Burton, que não era leitor de quadrinhos e se tornou fã do Batman na mesma época em que dirigiu o filme, deve ter corrido atrás dessas primeiras histórias quando se interessou pelo personagem e usado como base. Além disso, as duas maiores inspirações para o filme foram as histórias "Piada Mortal" e "Retorno do Cavaleiro das Trevas", as mesmas que fizeram o diretor se apaixonar pelo personagem.


Na primeira, o Coringa consegue fazer o Batman perder o controle após torturar física e psicologicamente o comissário Gordon e estuprar e balear a filha do mesmo, Barbara, deixando-a aleijada. No final, Batman mata o Coringa, mas esse final com a morte do Coringa logo foi ignorado pela editora, bagunçando a cronologia, algo que infelizmente a DC adora fazer com os seus personagens. Em "O Retorno do Cavaleiro das Trevas", que se passa em um futuro alternativo do universo DC, vemos um Bruce Wayne velho e amargurado pelos anos de combate ao crime. Com uma onda de violência em Gotham City pior do que nunca, ele decide voltar a ativa, muito mais impiedoso e violento com os criminosos. Nessa história, na primeira vez que encontra o Coringa, Batman joga um bumerangue no seu olho e um pouco depois o mata quebrando o seu pescoço.

 Isso tudo explica o Batman do Michael Keaton matar criminosos ou deixá-los morrer nos filmes do Burton. Além do mais, na trilogia de Nolan, apesar de possuir o famoso código de nunca matar ninguém, temos uma cena onde Batman deixa um vilão morrer, mesmo podendo salvá-lo. Aqui, isso realmente é um problema, porque vai contra o código que Batman afirma ter durante todo o filme. Mas antes de criticarem o primeiro filme do Nolan por possuir um furo como esse, lembrem-se que o primeiro filme do Tim Burton têm um furo muito mais bizarro do que esse, que eu falarei um pouco mais para frente.

O primeiro filme da trilogia de Nolan se preocupa em mostrar com detalhes a origem do personagem e sua preparação para se tornar o Batman. O primeiro filme de Tim Burton não se preocupa com isso, mostrando em apenas um flashback a morte dos pais de Bruce e só. Porém, dessa decisão, sobra mais tempo para explorar o herói em sí. E acrescentando um detalhe interessante, o filme Batman Begins (primeiro da trilogia de Nolan), mostra os pais de Bruce sendo assassinados saindo de um teatro, enquanto o filme de 89 mostra o crime ocorrendo após a família sair do cinema onde está sendo exibido "A Marca do Zorro", exatamente como nos quadrinhos, inclusive a cena faz homenagem a obra prima de Frank Miller, O Retorno do Cavaleiro das Trevas, uma das melhores, senão a melhor, história do Batman. Sem dúvida uma grande homenagem! Por isso, não dá pra dizer qual filme escolheu a melhor forma de mostrar a origem do personagem.

Gotham de Burton



Nos filmes de Tim Burton temos uma Gotham City idêntica a cidade dos quadrinhos. Cem por cento imunda, sombria e pessimista, mas nos filmes de Nolan temos uma Gotham mais realista e adquada aos dias de hoje, onde temos o centro da cidade, com belos e iluminados prédios, onde moram as pessoas ricas, e o subúrbio, sem é claro, ser uma grande heresia com os quadrinhos, apenas tornando mais próximo da realidade para se adequar melhor a proposta de Nolan. Não dá pra dizer qual filme apresentou a melhor Gotham City. 


Os veículos de Tim Burton são de longe os primeiros que a maioria das pessoas lembram quando se fala de Batman, sendo clássicos e mais fiéis aos quadrinhos, mas os de Christopher Nolan também são fenomenais. Mais realistas e focados mais na utilidade e menos na estética, novamente sem desrespeitar o material original, apenas adequando-se melhor a proposta de Nolan.
Jack Nickolson interpretou brilhantemente um Coringa marcante e mais fiel aos quadrinhos. Heath Ledger interepretou brilhantemente um Coringa marcante e mais sombrio e realista, mais adequado aos filmes de Nolan, tendo um pouco menos de humor do que o normal, dando menos gargalhadas e fazendo menos dancinhas, mas ainda sendo um palhaço psicopata, não desrespeitando o principal do personagem. Não dá pra dizer qual ator foi o melhor Coringa.   

        Alguns acusam o segundo filme da trilogia de Nolan, dizendo que é um filme do Coringa e não do Batman, mas isso se deve ao fato do Batman já ter sido construído no primeiro filme, por isso, foi mas lógico dedicar mais tempo ao Coringa. Não que o roteiro esqueça o Batman (aliás, o segundo filme é o que possui o maior número de cenas de luta com herói em toda a trilogia de Nolan), o Coringa é que consegue se destacar por causa do brilhantismo do ator. No filme de 89 temos uma situação idêntica, onde Jack Nicholson, um ator já consagrado, teve mais cenas do que o próprio Michael Keaton. A diferença é que no filme de Burton isso não fica tão percepitível quanto no de Nolan porque temos mais cenas de ação com o Batman, como já foi explicado no começo do texto. Além disso, no filme de 89 puxaram sardinha para o Coringa numa hilária cena do final. Lembra do furo mencionado lá em cima sobre o Batman deixar o vilão morrer no filme do Nolan? Pois é, você que critica o filme por causa desse furo só por ser fan boy do Tim Burton, no primeiro filme do mesmo temos um furo MUITO pior, onde Batman, com o seu jato, tenta meltralhar o Coringa, que está parado na sua frente, mas não acerta nenhum tiro, então o vilão saca um revólver gigante e consegue derrubar o jato com UM tiro! A cena é divertidíssima, mas todos nós sabemos que o Batman só precisava de um tiro para acertar o Coringa. Logo, não dá para criticar nenhum dos dois filmes dizendo que o Coringa teve mais impacto que o Batman, pois isso aconteceu com os dois, além do mais, também aconteceu no já mencionado clássico de Alan Moore, a Piada Mortal.  

Nos filmes do Nolan, assim como nos quadrinhos, não vemos a origem do Coringa. Pois nos quadrinhos temos várias versões diferentes, o próprio personagem é tão louco que não se lembra da própria história. A única coisa que realmente sabemos é que o Coringa ficou com o rosto pálido e um sorriso permanente quando caiu em um tanque de ácido em um confronto com o Batman, por isso o herói se sente responsável pela existência do mesmo. No filme de 89, Tim Burton apresenta uma origem para o Coringa, mas diferente dos filmes do Nolan, onde o personagem usa uma maquiagem de palhaço, no filme de Burton ele cai no tanque de ácido durante a luta com o Batman. No filme, assim que o Coringa vê o seu reflexo e vê como ficou o seu rosto, é a gota d'água para ele ficar louco e se tornar o psicopata que conhecemos. Essa cena é mais uma refererência a um clássico dos quadrinhos do personagem, dessa vez homenageando o grande Alan Moore com sua história "A Piada Mortal", a melhor história do Coringa. 


           O Alfred não têm tanto espaço nos filmes de Tim Burton, mas isso se deve ao fato de focarem mais no Batman e menos em Bruce Wayne, portanto não dá para dizer qual foi o melhor Alfred do cinema, Michael Gough ou Michael Caine, ambos foram muito bem interpretados!

     O filme de 89 peca em relação aos quadrinhos no fato do Coringa ser o assassino dos pais de Bruce, mas o filme de 2005 também peca no fato de Bruce ter sido treinado pelo vilão Ras Al Ghul. 
  
O filme de 89 marcou o cinema mostrando pela primeira vez um filme de super herói sombrio e mostrando para o público não leitor de quadrinhos que o Batman não era mais o personagem visto no desenho Super-Amigos e na série de tv dos anos 60. Quem não sabe do que eu estou falando pode conferir nas imagens abaixo:


Resumindo, a revolução que Dennis O'Neil, Steve Englehart, Frank Miller e Alan Moore fizeram juntos em 19 anos de histórias em quadrinhos, transformando Batman em um herói mais sombrio, com vilões mais macabros e histórias mais inteligentes, Tim Burton conseguiu fazer sozinho em apenas um filme, mostrando o trabalho revolucionário desses visionários quadrinistas para o mundo inteiro e até mesmo despertando interesse pelos quadrinhos do personagem, que durante um tempo estavam com a venda baixíssima, gerando assim o fenômeno "Batmania", um surto de popularidade por parte do herói nunca visto antes. O primeiro filme de Tim Burton também foi importante por inspirar Bruce Timm e Paul Dini na criação da Série Animada do Batman, um dos desenhos mais importantes da década de 90, marcado pela inteligência, seriedade e fidelidade aos quadrinhos. 

     Foi no desenho que foi criada a personagem Arlequina, par romântico do Coringa, que acabou indo para as HQ's e se tornou uma das mais importantes personagens da mitologia do Homem-Morcego, presente em várias animações, jogos e agora cinema, no filme Esquadrão Suicida.
 Um "esboço" da personagem Arlequina pode ser visto no filme de 89, antes da criação do desenho, ou seja, Tim Burton também contribuiu para isso. 
        A Série Animada dos anos 90 também foi responsável pela criação do Universo DC Animado, que contém, além da série do Batman já mencionada, os desenhos Superman: A Série Animada, os clássicos Liga da Justiça, Liga da Justiça Sem Limites, Super Shoque e Batman do Futuro, série que mostra um futuro alternativo com um velho Bruce Wayne servindo de mentor para o novo Batman, Terry McGiniis. Após a animação, o Batman do Futuro ganhou sua própria HQ, que está sendo publicada até hoje. Sim meus amigos nerds! Tudo isso se deve ao filme do Tim Burton! 
Mas o filme Batman Cavaleiro das Trevas, segundo da trilogia do Nolan, marcou o cinema novamente, tanto por ser um filme de super herói bem realista, sério e inteligente, quanto por ser uma obra prima da sétima arte por si só, sendo considerado por muitos críticos especializados como o melhor filme de super-herói de todos os tempos!

    
       O segundo filme de Burton pode até ter errado por ser muito surreal, ter humor nas horas erradas e ter falta de lógica, mas o terceiro filme de Nolan também pecou por ter muitos furos e por perder tempo focando em um suposto "Robin" que não leva à lugar nenhum. Porém o segundo filme de Burton possui mais ação que o primeiro e o vilão Pinguim, interpretado por Danny DeVitto, numa versão diferente dos quadrinhos, considerada por muitos, inclusive  eu, a melhor versão do Pinguim, e o terceiro filme de Nolan possui o vilão Bane, numa versão mais realista e sombria que nos quadrinhos, muito bem interpretado, considerado por muitos, inclusive eu, a melhor versão do Bane!

E o filme ainda presta uma grande homenagem à história "A Queda do Morcego", um dos gibis mais famosos do herói e é um bom desfecho para a trilogia em si, mesmo sendo inferior aos dois primeiros filmes de Nolan se analisarmos isoladamente o filme. 


Além disso, tanto o segundo filme de Burton quanto o terceiro de Nolan contam com a Mulher Gato. Pra variar, os fãs adoram discutir sobre quem foi a melhor atriz a interpretar essa personagem. A Mulher Gato de Michelle Pfeiffer nos filmes de Burton foi mais sensual, com um traje melhor e melhor interpretada, mas a mulher gato de Anne Hathaway (que também é boa atriz, apesar de não tanto como Michelle) foi caracterizada de uma forma muito mais fiel aos quadrinhos, na história da personagem e na personalidade, portanto, não dá para dizer quem foi a melhor Mulher Gato!Vicki Vale
Rachel Dawes

   Na trilogia de Christopher Nolan temos uma personagem criada no cinema, chamada Rachel Dawes, como par romântico do herói. Uma personagem que passa longe do clichê da "mocinha em perigo", sendo, além de bonita, inteligente, corajosa, determinada e que também luta contra o crime, porém, como promotora pública. Mas no primeiro filme de Tim Burton temos um par romântico já existente nos quadrinhos, a fotógrafa Vicki Vale, uma das personagens mais antigas dos quadrinhos do personagem, ou seja, não dá pra dizer quem é o melhor par romântico do herói no cinema!

      A trilha sonora de Hanz Zimmer nos filmes do Nolan é espetacular e marcou toda uma geração de fãs do personagem, mas a trilha sonora de Danny Elffman é espetacular, e marcou toda uma geração de fãs dos anos 90, além de ter tocado na série animada criada por Bruce Tim e Paul Dini. 



   Se uma versão do Batman têm alguma vantagem em relação a outra é o Comissário Gordon, que na trilogia de Nolan é interpretado por Garry Oldman no melhor papel de sua carreira, enquanto nos filmes de Tim Burton, esse personagem, tão importante na mitologia do Batman, é completamente ignorado e representado por um péssimo ator.

    Mas fora isso, os dois Batmans, tanto do Tim Burton quanto do Christopher Nolan são ótimos! Ambos marcaram o cinema em suas respectivas épocas. Ambos possuem vários pontos positivos e alguns negativos em relação aos quadrinhos, alguns furos no filme e ambos possuem desfechos inferiores aos seus filmes antecessores. Nenhum dos dois são perfeitos, mas afinal, até os melhores filmes de super herói, como Homem-Aranha, Superman 2 ou Vingadores 2 possuem alguns defeitos e furos mas são bons. O que não pode ser esquecido é que Burton tinha a pretensão de fazer um filme sombrio e gótico de ação e aventura focando no Batman e Nolan tinha a pretensão de fazer um filme de ação realista, com mais investigações, mais tramas políticas, enfim, um filme de super-herói mais cerebral focando um pouco mais nos conflitos de Bruce Wayne, do mesmo jeito que nos mais de 60 anos de histórias do personagem nos quadrinhos temos histórias focadas na investigação, histórias focadas na ação, histórias de ficção científica e até mesmo fantasia. Por tanto, não tentem comparar, não tentem eleger o melhor Batman, saibam apreciar os dois!

   Então meus amigos, por hoje é só, espero que tenham gostado desse primeiro post e não se esqueçam de comentar abaixo deixando a opinião de vocês! Que a força esteja com você e vida longa e prospera!